Todo poeta já refletiu alguma vez em sua vida sobre o que é a poesia e de onde ela vem. As definições são muitas e variadas. Para mim, na minha materialização, Poesia é epilepsia que se não convulsiona, enlouquece. E surge do atrito entre o interior e o exterior, fatalmente, pois são as referências de todo poeta. Isso é: o que é percebido é metabolizado (ou não), digerido (ou não) e vira uma matéria bruta com a qual o poeta escreve. Ou o contrário: o que está dentro pode sair como beijo ou como cuspe e trombar com as cidades e os sertões à sua frente. Esta obra do amigo Pedro Del Modesto é prova viva da minha teoria. Isso porque os poemas trazem realidades internas, pessoais e subjetivas, bem como questões externas, incluindo problemas sociais apresentados sob uma óptica singular de interioridade. Ou seja, a poesia de Pedro é uma poesia regionalista do ser. O regionalismo do ser é o que faz com que o poeta escreva versos como: “Eu me tornei um Nordeste totalmente feliz
Pedro Nilo Vilaça e Silva





Não tem nenhuma avaliação