Essa reunião de poemascrônicos tem na capa uma intuição: uma gravura feita por mim há 24 anos atrás, que me provoca seu título no agora:“osso riso surge de um pequeno espanto; atalho escavado; osso que insiste afeto; um risco de escrever — quando se vive — pode produzir desvio — natureza meio poema, um pouco crônica e um tanto conto que se limitou ou não foi capaz de nascer. O tempo é aquele quando um pedaço de osso pode se encontrar com cozinhar — tentamos sempre uma linha que encurva — sem saber — no dia a dia. Ínfimos acidentes, geram morte e amor, grandes acontecimentos da história na dobra da caminhada. Buscas — que nem se sabe existem se não se escrevem — estados de ‘sem saída’ tentando fechar pálpebras, girar quadris, gingar o menor dedo das mãos. Aqui temos escritos de 2015 a 2024, espero que vocês possam caminhar comigo, rir um pouco — a vida vive se o fizermos — e tocar o osso. A vida foge se não o fizermos.”
Roberta Condeixa, mulher cis, 46 anos, filha, mãe, artista, educadora, niteroiense. Há mais de 20 anos atua em instituições culturais como educadora e gestora de arte e educação. Sua produção artística se constrói no desenho, na fotografia e na palavra. osso riso é um trabalho de poemas que possuem crônicas, que a autora denomina de poemascrônicos.
Título da obra: OSSO Riso
Autora: Roberta Condeixa
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x23 cm
ISBN: 978
Número de páginas: 68
Editora: Caravana
Imagem da capa Serigrafia 2/20, por Roberta Condeixa, 2002 | Capa: Lucas Braga dos Anjos





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