Escrevi estes poemas como quem regressa a casa depois de muito tempo fora. A maioria nasceu entre silêncios, cafés frios e cigarros acesos pela metade. Outros surgiram quando tudo parecia falhar. São fragmentos, confissões, desabafos, perguntas sem resposta. É um relato quase íntimo de um mundo destruído entre a dúvida, a reconciliação e a crença… O outro banco de pedra não é um lugar físico — é um sítio que me habita. É onde me sento quando as palavras já não cabem neste corpo. Onde deixo repousar as dores, os risos tímidos, os restos de esperança. Esta coletânea não pretende ensinar nada a ninguém. Talvez não diga nada de novo. Mas diz algo que, para mim, era urgente. Cada poema é um reflexo — imperfeito, inquieto, por vezes caótico, outras um grito e canto — de uma alma que se recusa a adormecer. Há nesta escrita uma tentativa de não desistir, mesmo quando o mundo inteiro parece convidar ao contrário. Uma persistência quase teimosa em procurar beleza onde só há ruína. Se leres estes poemas, peço-te apenas uma coisa: não procures neles um herói, nem um sábio. Apenas alguém que se sentou no outro banco de pedra… e escreveu.
João Matias nasceu em 1994. Passa demasiado tempo a contemplar o silêncio, como se dele esperasse uma resposta. Não gosta de se definir, mas gosta de jogos, livros, filmes, café e noites longas, onde a solidão parece fazer sentido. Escreve como quem tenta encontrar a sua sombra numa parede em ruínas. Se tiver de se apresentar, prefere fazê-lo através de um verso mal escrito ou de uma chávena a meio. Esta é a sua primeira obra de poesia; ou tentativa….
Título da obra: O outro banco de pedra
Autor: João Matias
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x21 cm
ISBN: 978-65-5223-796-5
Número de páginas: 104
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ayumi Shimamoto





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