Como definido por Federico García Lorca, em Juego y Teoría del Duende, 1933, ele sobe pelas plantas dos pés; é uma luta, não um pensar. Não é musa, não desperta a inteligência; não é anjo, não ilumina com sua graça; apenas se mostra àquele a quem a morte ronda. Ele está na ferida que não se fecha e se define pelo insólito. Partindo do imaginário andaluz, acompanhada por vozes poéticas que são portadoras do chamado “sonido negro”, a autora traz à superfície do papel uma personagem assombrada pela busca da sua identidade, em um mundo que esgotou as possibilidades do ser humano quanto às diversas maneiras de existir. Os versos de Juan Manuel Flores Talavera são o mote para a mariposa branca e sua obstinada procura pelas palavras, na tentativa de definir tudo o que, no cotidiano ordinário, ultrapassa a razão e a normalidade.
Fabiana Miraz é formada em letras, com pós-graduação em literaturas comparadas de língua portuguesa. Transitou por algumas formas artísticas antes de se intrometer na escrita literária, arriscando-se no desenho e na fotografia. A poesia a acompanha vida adentro. É leitora de Eugénio de Andrade e Adília Lopes; Federico García Lorca, Aurora Luque e Clara Janés; Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes; e, na descoberta da poesia árabe, Mahmud Darwich, Joumana Haddad e Nizar Qabbani.
Título da obra: Museu de breves belezas mortas
Autor(a): Fabiana Miraz
Gênero da Obra: Novela
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas: 80
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ana Luiza Bilheiro Barata





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