Quando a dor acabar

Autor (a):Solange Firmino
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R$ 50,00

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Data de publicação: 21/01/2022

“Solange Firmino escreveu um livro que festeja o tempo na tensão entre esperança e desolação, fluidez e permanência. Em Quando a dor acabar, acontece a apropriação da ambiguidade na necessária constatação pelo imaterial. Muitas são as questões que seu trabalho levanta, mas talvez a espinha dorsal da presente trama imagética seja a solidão engasgada na garganta poemática da poeta, dando aos versos a longitude imprecisa que impede qualquer alusão à absoluta estabilidade. É uma solidão atravessada por muitas dimensões, e o permanente está no que muda, assim como a mudança só acontece porque perdura, como aponta o verso ‘sou permanente / mas estou de passagem’. Há aqui o rearranjo de alguns lugares que seriam comuns se não passassem pela leitura da autora: ‘o poema vai morrer em frases comuns / como as gotas que compõem as chuvas / e as geografias dos desertos’. Engana-se quem se restringe a perceber nesses versos a trivialidade do fim, pois a questão que se levanta é a da unidade (o ‘tudo é um’ de Heráclito). Ainda na trilha dos rearranjos, lemos ‘assim, desisto do texto original’ e é possível dizer que não há abandono pela desistência, mas a assunção da impossibilidade de se firmar um lugar, pois o texto original é este que a cada instante se oculta no que tentamos enxergar. Este livro é um exercício diário de existência, da percepção do fim como princípio, da morte como tensão (não restrita à extinção material), bem como nos diz o poema Sépia: ‘faz um silêncio tão grande / quanto as mãos num copo vazio’.”
Fábio Pessanha

Solange Firmino nasceu e vive no Rio de Janeiro. É graduada em Português e Literatura pela UERJ. Em 2016, venceu o Prêmio Literário da Fundação Cultural do Estado do Pará; ganhou em 2021 o 2º lugar no Prêmio da Biblioteca Pública do Paraná, na categoria Literatura Infantil. É autora de Fragmentos da insônia (2016), Alguns haicais e mínimos poemas (2016), Das estações (2017), Geometria do abismo (2017), Haicais no jardim: um novo sopro no ar (2021) e Diante das marés (2021).

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