Esquálido: o último dos homens é uma novela que expõe a angústia de existir no mundo materialista e consumista, já perdidos os elos com a humanidade. “Eu sou eu e sou o outro, e todos somos um porque não somos”, palavras com que Antônio Grass encerra sua viagem, num monólogo que sintetiza o livro: a história de um homem numa fuga de si e de todos, entregue à procura psicótica pelo nada que ele é e todos são. Sua busca é a hipérbole do que todos vivemos de forma mais sóbria, nem por isso menos dolorosa. Sua fuga se inicia ao romper o elo familiar, abandonando a vida profissional e seu status de intelectual, desintegrando-se na loucura e na marginalidade, movido por uma ideia fixa de grandeza paradoxal que o faz crer ser a essência e a síntese do niilismo de toda a humanidade, assumindo para si a autoria e a criação do último gesto que ponha um fim a toda humanidade. A obra recria, num viés existencialista e esquizofrênico, a saga quixotesca do homem perdido na grandeza alucinada do conhecimento.
Edilberto C. Santos nasceu potiguar à luz da Estrela d’Alva, em 29 de abril de 1969. Entre a escola pública e as Quintas (bairro da periferia de Natal, RN), cresceu. Formado em letras e com mestrado em estudos da linguagem pela UFRN, é professor de português e literatura infantil, experiência que lhe permitiu desenvolver a outra face da criação: a arte de contar “estórias”. Pode, por isso, considerar-se profissionalmente um “estoriador”. Atualmente, está em atividade de gestão em uma escola pública de Parnamirim, RN.
Título da obra: Esquálido – O último dos homens
Autor(a): Edilberto C. Santos
Gênero da Obra: Novela
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas:
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ramiro Magalhães





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