Vitória recebe certo dia o diagnóstico de uma doença incurável. Com essa certeza, traça um recorrido através das etapas mais marcantes de sua vida, revivendo seus amores, suas saudades, penas e arrependimentos em um monólogo carregado de memórias. Naquela mesma cidade, em outro tempo, Maria há de lidar com a perda de seu marido Oswaldo, cuja morte inesperada arrebatou sua força e desejo de viver. É por meio do desespero e de suas ruminações que ela buscará os meios de redimir a dor do luto. Em Duas mulheres ao entardecer, constrói-se um par dialético em que ambas as personagens buscam, perante o questionamento da morte, uma maneira de se aceitar, recriar o sentido da vida e, sobretudo, reafirmar a condição humana.

Felipe Bastos nasceu no Rio de Janeiro, em 1995. Estudou filosofia na Universidade Federal Fluminense, curso que não concluiu por ter se mudado para a Espanha, onde vive desde 2019. Atualmente, entende a escrita como uma forma de se manter conectado com sua língua materna, seu passado e sua identidade brasileira. 



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