A presente coletânea de poemas irá nos apresentar uma concepção mais variegada e desconexa do que comumente se decide apresentar à literatura. Escritos ao cabo de dois meses, as peças contidas neste volume representarão, para todos os efeitos, uma espécie de unidade da desunidade, um ventriloquismo ventricular, onde o poema está sujeito a performar, a partir da Voz, (logo, do corpo) aquilo que se por um lado é mélico, por outro é ruído. A Voz, por ser Corpo, produz Ruído, dialogando com a concepção de Viveiros de Castro de produção de equívocos a partir de um mecanismo poético oratório-oracular performático. Experimentando ora com estruturas formais fixas, ora variando as mesmas em benefício de uma musicalidade não monódica, ora de forma completamente livre, o autor não deixa de demonstrar, a todo momento, o caráter sublime da Voz em sua poética. “Poeta: aquele que fala” — “Fala o quê?”
Lucas Ruan nasceu em 11 de agosto de 2002 e reside em Teresina, Piauí. Com seu conto “Aberração”, foi finalista do prêmio Pena de Ouro, onde disputam diversos países lusófonos, e integrou duas coletâneas da mesma casa editorial que organiza o certame. É autor das obras O Heautontimoroumenos (poesia) e O diabo e a cabeça (romance)
Título da obra: O assassino e as cartas
Autor: Lucas Ruan
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x23 cm
ISBN: 978-65-5223-357-8
Número de páginas: 120
Editora: Caravana
Capa e Editoração eletrônica: Pietra Alexandra Faria





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