Alva, alvorada, antemanhã. Aurora. Claridade parida da Noite. Do oriente, Aurora aninha em seu ventre o dia, velado em raios de ouro. Na mitologia greco-latina, Aurora, ou Eos, é a deusa do amanhecer, filha de Hipério e Tea, irmã de Selene, a Lua, e Hélios, o Sol. Imbuídos desse simbolismo cuja origem se perde nos fumos da história, mas que renasce a cada amanhecer, os poemas de Aurora recendem à utopia que resiste no presente distópico, como expressam os versos: “A construção do Novo Mundo é aurora futura,/ o estertor do Velho Mundo é crepúsculo presente./ O fim do que está dado e mais que magro,/ desse seio débil e mirrado terão de sair anjos.” Em coro com a poesia e a filosofia clássica, de Hesíodo a Platão, o pensamento oriental, de Bashō a Kabir, evocando, em elegias, odes, idílios, temas atemporais, Aurora tange sua lira orvalhada e nos inspira a seguir “em busca da terra dourada”. Bem-vinda!
Javier Alberto Prendes Morejón (Havana, Cuba, 1991) estudou história na Universidade de São Paulo e reside em São Paulo desde 1997.
Título da obra: Aurora
Autor: Javier Alberto Prendes Morejón
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x23 cm
ISBN: 978
Número de páginas: 132
Editora: Caravana
Capa e Editoração eletrônica: Ana Luiza Bilheiro Barata





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