Caleidoscópio é impressão, um rastro que fica. Como o título sugere, é possível experienciar o livro a partir de diferentes pontos e vistas. O que lhe falta de rígida lógica é compensado em profundez e circularidade. Enigmático, convida ao mergulho; aberto, revela-se óbvio como olhar-se no espelho. Cada poema é fragmento da imagem movediça que ora parece de si, ora do outro, dissolvida a fina fronteira entre os mundos de dentro e de fora — se é que há de fato fronteira alguma. Da massa fundida emerge este mosaico vivo que você agora tem em mãos: um raio de luz difratado em cores, memórias, fantasias — em poesias. Ao atravessá-las, portais de percepção, a razão se esfarela em sentir. A cada visita uma nova forma, quina, textura — e se restar dúvida, curiosidade, vontade — olhe de novo. Como quem vê com o canto do olho um movimento imprevisto, como quem divisa do escuro um outro escuro tomando forma. Uma fresta de luz Âmbar, Magenta, Carmesim, Índigo: este mundo cololírico gira caleidoscópico…
Souza Guimarães é poeta, ator, biólogo, professor de yoga e pós-graduado em psicologia analítica. Foi membro titular da Academia Valparaisense de Letras entre 2022 e 2026. Coordena o curso de escrita criativa Escrevência, já em sua 4ª edição. Seu 3º livro de poesia, Cerratensis (2024), foi publicado com recursos da Lei Paulo Gustavo de Valparaíso de Goiás. A partir de seus poemas, criou e apresentou, em Alto Paraíso de Goiás, a performance literária Poeta do Apocalipse, contemplada pelo edital Claque Cultural/GO (2025)
Título da obra: Caleidoscópio
Autor(a): Souza Guimarães
Gênero da Obra: Poesia
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas:
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ayumi Shimamoto





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