A balada para meus sonhos tristes evoca o tango como uma melodia que dramatiza a passagem do tempo, enquanto a leitura acontece na voz de um eu lírico que nasce e renasce a cada segundo, ao longo dos versos. Para tal, é intrínseco a esse eu esquecer para lembrar, encantando-se com o precipício diante de suas falanges. Por isso, escreve-se logo no início: as lástimas / se tornam estrelas / como as Três Marias / aqui tocando em revesgueio. Os sonhos tristes, ora soltos, ora precisos, entoam Las Ciudades até o apagar das luzes, quando o rádio acaba a pilha e os porcos vão dormir.
João Arthur Moroni (2000, Curitibanos, Santa Cattarina) é artista visual, escritor e fotógrafo. Pesquisa a construção da imagem e da memória por meio de procedimentos de fragmentação, apagamento e sobreposição. Toma a infância como campo de elaboração simbólica entre perda e encantamento, articulando uma narrativa autoficcional na qual lembrar, esquecer e imaginar operam de forma interdependente na construção do eu.
Título da obra: A balada para meus sonhos tristes
Autor(a): João Arthur Moroni
Gênero da Obra: Crônica
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas:
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Cecília Rosa





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