O corpo que voltou pode ser o corpo do desejo, da liberdade, da mulher depois da separação, da mãe. Pode ser o corpo que volta a dançar, a amar, a escolher. A obra conduz a leitora e o leitor a indagarem: voltou de onde? Voltou para quem? Voltou como? A narradora não aparece como alguém pronta, mas como alguém que vai se refazendo, se descobrindo e se escolhendo por etapas. Portanto, o texto não promete uma chegada definitiva. A solidão nasce de uma ferida importante: a mulher que sempre esperou e, de repente, se vê esperada. Uma das contradições centrais no livro é o fato de que a liberdade também dói: conquistá-la não significa deixar de sentir falta, medo, culpa ou solidão. O conjunto inteiro transborda. Vai além de uma história de amor, de um relato de separação ou de um discurso de superação. Ao invés, é mais aberto e fiel ao que atravessa os contos: uma mulher que volta a habitar a própria vida.
Luciana de Paula Teixeira Mendes Franco, nascida em São Paulo em 1978, é pedagoga, empresária, palestrante e escritora. Mestra em educação pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), tem três especializações internacionais: CLACSO, IDECA e GLEFAS. Autora de inúmeros artigos científicos para a Iberoamérica Social, revista-red de estudios sociales, foi apresentadora no programa da Hagia Educação, no SB 24 Horas, news & media website.
Título da obra: O corpo que voltou
Autor(a): Luciana Franco
Gênero da Obra: Crônica
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas:
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Cecília Rosa





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