Macuconha é uma narrativa urbana atravessada por delírio, memória e contracultura. Ambientado numa cidade do interior, onde nada é exatamente estável — nem o tempo, nem os corpos, nem as relações —, o livro acompanha personagens à deriva entre a ressaca social, a espiritualidade torta e o cotidiano intoxicado. Com humor ácido, fluxo verbal intenso e referências que passam pela cultura pop, pelo misticismo e pela literatura marginal, Diego Aguiar Vieira constrói um romance que não busca redenção nem lição moral. Aqui, a maconha não é tema folclórico nem alegoria leve: é catalisadora de estados, gatilho narrativo e lente deformadora da realidade. Macuconha dialoga com a tradição da literatura beat, do realismo sujo e da ficção psicodélica brasileira, criando um retrato incômodo e, ao mesmo tempo, lírico de uma geração que pensa demais, fuma demais e vive cercada por fantasmas muito concretos.
Diego Aguiar Vieira é escritor, tradutor e editor. Mestre em comunicação, cultura e educação em periferias urbanas pela FEBF-UERJ, atua na interseção entre literatura de horror, crítica social e experimentação narrativa. Traduziu obras de H. P. Lovecraft, Ambrose Bierce, Edgar Allan Poe, J. M. DeMatteis e James Joyce, entre outros. É autor do álbum em quadrinhos Pássaros Artificiais, em parceria com Antonio Eder, e Crônicas de Calavera: Memento Mori, com João Ferreira. Seu livro O Apocalipse Amarelo — Uma Torre para Cthulhu foi vencedor do Prêmio Aberst Rubens Lucchetti de Melhor Narrativa Longa de Terror em 2024. Vive em Belo Horizonte com a esposa, a filha e uma gata, entre traduções, escritos, oficinas de escrita criativa e devaneios apocalípticos.
Título da obra: Macuconha
Autor: Diego Aguiar Vieira
Gênero da Obra: Romance
Formato: 14x20 cm
ISBN: 978
Número de páginas:
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ramiro Magalhães





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