Nesta autossociobiografia, Cecília Quadros abre caixas, cartas, diários e álbuns de fotos para contar sobre o que já não existe mais e, talvez, o que nunca tenha sido completamente seu, suas moradias. A obra percorre dezoito mudanças e dez cidades de Minas Gerais: Itaúna, Divinópolis, Campo Belo, Arcos, Araxá, Formiga, Lavras, Passos, Varginha e Mariana. Durante a infância e a adolescência, os deslocamentos foram motivados pelas transferências do ofício do pai, funcionário de uma rede de supermercados. Em diálogo com o jornalismo e com o gênero autossociobiográfico, o livro utiliza a experiência individual como lente para compreender questões mais amplas sobre pertencimento, família, relações, identidade e trabalho. A escrita foi construída a partir de memórias despertadas pelo contato com arquivos e objetos pessoais. Ao longo desse percurso, a autora compreende que, embora tenha sonhado durante anos com a estabilidade, existem frutos cujas sementes não se fixam em uma única terra.
Cecília Quadros nasceu em 2003, em Divinópolis, Minas Gerais. Técnica em comunicação visual pelo Instituto Federal do Sul de Minas e jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto, morou em dez cidades mineiras e mudou de casa dezoito vezes ao longo da infância e da juventude. Essas experiências despertaram seu interesse por temas como memória, pertencimento e arquivos.
Título da obra: Fruto furtado não cria raiz
Autor(a): Cecília Quadros
Gênero da Obra: Ensaio
Formato: 14x20
ISBN:
Número de páginas: 116
Editora: Caravana
Capa e editoração eletrônica: Ana Luiza Bilheiro Barata





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