{"id":21339,"date":"2023-07-12T01:00:00","date_gmt":"2023-07-12T04:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/caravanagrupoeditorial.com\/?p=21339"},"modified":"2026-02-09T17:03:29","modified_gmt":"2026-02-09T20:03:29","slug":"o-canto-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caravanagrupoeditorial.com\/es_uy\/o-canto-da-cidade\/","title":{"rendered":"O canto da cidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O centro n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel. Enxotado pela nobre sociedade bairrista, o centro se emancipou. Talvez seja por isso, por sua faceta hist\u00f3rica e peculiar, que os mais velhos, ao se referirem do centro, dizem da cidade. Vou l\u00e1 na cidade comprar tecidos, resolver algumas coisas, eles dizem. Como se os bairros fossem outra coisa, que n\u00e3o cidade. Como se os bairros estivessem fora do alcance do caos do centro, da cidade. O centro \u00e9 a cidade, \u00e9 a identidade e \u00e9 o caos. O centro \u00e9 tudo aquilo que est\u00e1 pichado nos muros e nas alturas. \u00c9 tudo o que deixamos de ler porque n\u00e3o gostamos, porque nossos cora\u00e7\u00f5es benevolentes dizem que d\u00f3i s\u00f3 de ver, por que padece pela falta de beleza e justi\u00e7a. Coitados, dizem cheios de pena ante ao que julgam falta de progresso. Pobres coitados. <\/br>\n<\/br>\nNo centro se v\u00ea de tudo: galerias, estacionamentos, bord\u00e9is, sal\u00f5es, bancos, supletivos, feiras, sebos, pastelarias, parques municipais, com\u00e9rcios e mais com\u00e9rcios, entre muitas bijuterias e maquiagens \u2014 antigos 1,99. An\u00fancios vindos de todos os lados: compro ouro! foto 3&#215;4 na hora! e alguns devotados colaboradores de ONGs que se valem do convencimento e da caridade. Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas&#8230; Esses tamb\u00e9m! Especialmente nas condu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em que j\u00e1 se \u00e9 estabelecido um acordo com o motorista, o &#8220;mot\u00f4&#8221;. H\u00e1 bares por todos os lados, geralmente o bar-de-algu\u00e9m. Os nomes s\u00e3o bem diversificados, embora se veja v\u00e1rios com o mesmo nome, quase sempre apelidos. Os clientes s\u00e3o bastante fi\u00e9is. N\u00e3o vendemos fiado. Favor n\u00e3o insistir. \u00c9 bom lembrar. <\/br>\n<\/br>\nH\u00e1 tamb\u00e9m a medicina do trabalho, que oferece atendimentos populares, r\u00e1pidos e baratos, para combinar com os beltranos e sicranos do centro. Os hippies e ind\u00edgenas da rua tomam conta dos grandes canteiros centrais, formam a pr\u00f3pria comunidade de cangas no ch\u00e3o. Os caramelos, leais cachorrinhos de andarilhos e sem-teto, ficam em torno, embora livres, com algum colar de macram\u00ea enfeitando o pesco\u00e7o. Cavalos e militares tamb\u00e9m se v\u00ea, em duplas ou trios, preponderantemente descontentes ou debochados. O mercado central que todo centro tem, o miolo de lojas paraguaias e chinesas de eletr\u00f4nicos falsificados, capinhas para celular&#8230; tudo aos montes, tudo negoci\u00e1vel. <\/br>\n<\/br>\nAs faixas de pedestre da cidade est\u00e3o sempre ocupadas de gente de todo tipo, al\u00e9m dos olhos-vivos fotogr\u00e1ficos. \u00c9 como uma cena de filme americano: aquele montueiro de gente que se entrecruza e atravessa a famosa avenida da grande cidade, como aquela em Nova Iorque, e vez ou outra se esbarram pelos ombros sem nada a dizer sen\u00e3o a c\u00e2mera lenta destacando o aborrecimento. Aqui as mochilas de peito, que andam antecipadas do corpo, substituem aquelas de couro, sofisticadas maletas de m\u00e3o. Contudo, o centro se faz, especialmente, por seus grandes blocos de arranha-c\u00e9us antigos, vintage, que d\u00e3o borda e encanto arquitet\u00f4nico \u00e0 cidade, fazendo das ruas e alamedas um caminho de pequeninas gentes (especialmente visto do alto, da coroa da obra); em que alguns passam para trabalhar, outros para comprar, outros para roubar e outros passam por passar. Por sorte n\u00e3o se despenca um corpo sobre o seu. <\/br>\n<\/br>\nQuem mora no centro sabe: a cidade \u00e9 gris. Pela madrugada escuta-se um pouco de tudo. Pega ladr\u00e3o! Socorro! Ajuda! Em algumas noites se escuta can\u00e7\u00f5es de velhos b\u00eabados sa\u00eddos dos botecos-de-nome, com copos de pl\u00e1stico entre as m\u00e3os trepidantes \u2014 resto de aguardente \u2014, que andam a trope\u00e7ar pelas cal\u00e7adas enquanto mexem com as mulheres do ponto. H\u00e1, portanto, mulheres do ponto, mulheres da esquina, mulheres que rodam bolsinha, mulheres micro-auto-empreendedoras. H\u00e1 loucos maldizendo das pr\u00f3prias alucina\u00e7\u00f5es, vidros sendo quebrados, carros colidindo, alarmes tocando, caminh\u00e3o de lixo recolhendo e, \u00e0s vezes, um corpo caindo. Este, embora visto como lixo, o caminh\u00e3o n\u00e3o recolhe ou recicla. <\/br>\n<\/br>\nEscuta-se, enfim, o grito de quem testemunhou o ato breve, o despenhadeiro da vida. Suic\u00eddio! Quando pensamos no barulho de um tiro ou de um trombar entre carros n\u00e3o h\u00e1 indefini\u00e7\u00e3o quanto a sonoridade que as ocasi\u00f5es emitem. Mas o barulho de um corpo despencado \u2014 do vig\u00e9simo sexto andar \u2014 de encontro ao ch\u00e3o \u00e9 diferente. \u00c9 desconhecido, ainda que nos provoque alguma estranha familiaridade. \u00c9 oco e \u00e9 r\u00e1pido. De imediato suspeitamos de um ato exc\u00eantrico, sobretudo por se tratar do centro. Ser\u00e1 uma manifesta\u00e7\u00e3o? Geralmente \u00e9, embora mal-dita. Coisa de vagabundo, pensam. <\/br>\n<\/br>\nQuando se escuta o despencar da morte pela noite quer dizer que o morto se preparou para evitar o espet\u00e1culo, ou mesmo para evitar outras mortes por esmagamento e infarto, ou porque o insuport\u00e1vel se ocupou da hora, do corpo e da noite. Bom senso, diriam. Uma ressalva, mas que n\u00e3o salva. <\/br>\n<\/br>\nAlguns edif\u00edcios que ficam famosos por tornarem-se point de lan\u00e7amento de corpos precisam intervir na fama. Seu cume passa a ser interditado, deixando o acesso restrito aos funcion\u00e1rios. Outros inauguram fortes grades, como se j\u00e1 n\u00e3o bastasse a pris\u00e3o dos apartamentos ou, ainda, a pris\u00e3o de se pertencer a um corpo no mundo. Um corpo no centro do mundo. Escolham outro lugar para morrer, isso sim, no m\u00e1ximo, \u00e9 o que dizem o entremetimento das diretorias. J\u00e1 o com\u00e9rcio, em seu ponto mor de empatia, lamenta a morte de mais um consumidor quando este n\u00e3o \u00e9 miser\u00e1vel. Que pena, menos um cliente. A vida segue e um corpo espatifado no centro, dentre tantos outros que dormem pelas quinas, desvairados, esfomeados, ser\u00e1 sempre um corpo an\u00f4nimo. E que deixa de ser. Que faz o favor de se apagar e \u00e9 melhor n\u00e3o espalhar a not\u00edcia. <\/br>\n<\/br>\nPelo mesmo lado da coliga\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios, com\u00e9rcios e cidad\u00e3os de bem, o mercado da morte se aquece a cada despejo urbano. O cemit\u00e9rio prepara o dram\u00e1tico evento envolto por grandes urubus de ternos pretos, que antes de tudo, meus sentimentos; palavras enrijecidas pela recorr\u00eancia (at\u00e9 a\u00ed fazem o melhor que podem) para, ent\u00e3o, darem in\u00edcio ao circo da defun\u00e7\u00e3o. Enterrar um morto custa caro: com ou sem m\u00fasica, com ou sem padre, com ou sem flores \u2014 qual ser\u00e1 o caix\u00e3o do morto? Assim, decidido onde cair morto como um presunto, estreiam a passeata rumo a cova dispendiosa que custar\u00e1 o rim de algum parente vivo. <\/br>\n<\/br>\nA cidade \u2014 que n\u00e3o \u00e9 o centro \u2014 n\u00e3o quer saber desses mortos, ou mesmo dos mortos que ainda respiram. Salvo os porteiros que sim, esses querem saber dos mortos dos vivos e, de fato, sabem. Os porteiros se comunicam e se vigiam pela madrugada, e costumam dar bons conselhos para quem est\u00e1 de sa\u00edda. <\/br>\n<\/br>\nDeus salve os z\u00e9-povinho, a ral\u00e9 e a esc\u00f3ria, pois ningu\u00e9m mais o pode fazer. Deus salve os porteiros, os loucos, os b\u00eabados, as prostitutas, os pobres, os animais \u2014 os suicidas, n\u00e3o; esses querem morrer \u2014 pois s\u00e3o eles, todos eles, o seio do centro; aquele sopro restante da cidade.<\/br> \n<\/br>\nA cidade tem nome, tem chancela, tem chacina. Mario morto, Marta morta.\n\n<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"801\" height=\"800\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=801%2C800&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-21342 size-full\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=801%2C800&amp;ssl=1 801w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=768%2C767&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=510%2C510&amp;ssl=1 510w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=100%2C100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?resize=64%2C64&amp;ssl=1 64w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/mineira.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 801px) 100vw, 801px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Mineira, natural de Belo Horizonte, Juliane Mena T\u00f4rres \u00e9 psicanalista e escrevelista. \u00c9 autora do livro infantojuvenil As fabulosas desmemorices e invencionices de um velho artista (2022) e Conta que faz de conta (2023). Concavidades \u00e9 seu terceiro livro.<\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O centro n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel. Enxotado pela nobre sociedade bairrista, o centro se emancipou. 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