{"id":11988,"date":"2022-11-09T06:43:11","date_gmt":"2022-11-09T09:43:11","guid":{"rendered":"https:\/\/caravanagrupoeditorial.com\/?p=11988"},"modified":"2026-02-09T17:04:44","modified_gmt":"2026-02-09T20:04:44","slug":"a-poetica-ardil-de-daniel-veras-pinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/caravanagrupoeditorial.com\/es_cl\/a-poetica-ardil-de-daniel-veras-pinheiro\/","title":{"rendered":"A po\u00e9tica ardil de Daniel Veras Pinheiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">&#8220;Quando nossos poetas v\u00e3o cair na vida?<\/br> \nDeixar de ser broxas pra serem bruxos?&#8221;<\/br><\/p>\n<\/br>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7o deixando claro que esta resenha n\u00e3o \u00e9 um guia de leitura nem uma forma-f\u00f3rmula did\u00e1tica para entender os poemas do livro. A resenha, aqui, n\u00e3o objetiva ser um pr\u00e9-f\u00e1cil. Pelo contr\u00e1rio. Entender um poema \u00e9 o que n\u00e3o busco. Minha luta \u00e9 sentir a poesia. E, partindo do pressuposto de que \u201ctoda obra de arte \u00e9 aberta porque n\u00e3o comporta apenas uma interpreta\u00e7\u00e3o\u201d \u2014 primeira das tr\u00eas conclus\u00f5es fundamentais de Umberto Eco na introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 segunda edi\u00e7\u00e3o de Obra aberta \u2014, deixo minhas impress\u00f5es como poeta e leitor que sou, mas sem cair no relativismo que muitos se apoiam como forma de justificar suas insensibilidades.<\/br>\n<\/br>\nAs palavras de Roberto Piva, utilizadas nesta resenha como ep\u00edgrafe, na verdade, n\u00e3o passam de provoca\u00e7\u00e3o. Servem para nortear a minha imers\u00e3o n\u2019O eco ardil, de Daniel Veras Pinheiro, que chega aos meus sentidos como um canto gregoriano que \u201cilumina at\u00e9 o fundo das almas\u201d. Um canto de bruxo, pois os broxas insistem em cantar os modismos de sempre; os modismos de revoltas gratuitas e partid\u00e1rios panfletos apolog\u00e9ticos. Coisa horr\u00edvel, onde a beleza passa distante e sem avisar. Como diz Alexei Bueno: \u201cQuando poesia d\u00e1 pra ser ruim, \u00e9 a pior coisa do mundo.\u201d Enfim&#8230; Voltemos \u00e0 po\u00e9tica de Daniel, po\u00e9tica de tom prosaico, insubmissa a toda essa \u201cverborreia\u201d superficial fria e natimorta. Po\u00e9tica que trabalha a liberdade do verso como o improviso no jazz, sem perder o rigor est\u00e9tico. Po\u00e9tica que \u00e9 guiada pelo fluxo primal do (in)consciente.<\/br>\n<\/br>\nA po\u00e9tica de O eco ardil me encantou feito canto de sereia por, especialmente, quebrar a espera da previsibilidade; po\u00e9tica que n\u00e3o se limita\/limitou\/milita\/militou aos &#8220;ismos&#8221; (da grande parte) da poesia que \u00e9 produzida atualmente, pelo menos o que tenho observado.  Obra de estreia do Poeta Daniel Veras Pinheiro, n\u00e3o por acaso, foi agraciada com o Pr\u00eamio Cidade de Teresina edi\u00e7\u00e3o 2013, categoria Poesia do Concurso Liter\u00e1rio Novos Autores, promovido pela Prefeitura Municipal de Teresina, Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, e que, merecidamente, \u00e9 reeditada em 2022 pela Caravana Grupo Editorial. \u00c9 um livro forte, pulsante, capaz de abrir o pr\u00f3prio caminho nesse cen\u00e1rio liter\u00e1rio torto repleto de poemas, mas carente de poesia. Um livro que me atrevo chamar de soturno, sem pieguismos, de uma visceralidade capaz de tirar o f\u00f4lego \u201cpra avalia\u00e7\u00e3o interior\u201d.  Li, reli e releio o livro degustando cada palavra, verso, estrofe e entrelinhas, saboreando o noturno cen\u00e1rio embutido em cada poema \u2014 mesmo os poemas que aparecem o sol s\u00e3o noturnos \u2014, que insistem em me provocar feito cantigas de maldizer. <\/br>\n<\/br>\nO eu l\u00edrico de O eco ardil, que se confunde com o poeta, \u00e9 um ermit\u00e3o comovido com a exist\u00eancia e que, em profunda medita\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o, ap\u00f3s contemplar o metaf\u00edsico da vida, mergulha nas sensa\u00e7\u00f5es fenomenol\u00f3gicas do livre arb\u00edtrio. A alma \u201ccomovida\u201d do poeta, como vida, n\u00e3o se dissocia da vida, ou seja, esp\u00edrito e carne unidos \u201cs\u00e3o s\u00f3 uma heran\u00e7a do infinito: poeira de estrelas inseridas no ciclo da vida de ciclos imensur\u00e1veis.\u201d <\/br> \n<\/br>\nImposs\u00edvel sair ileso ao ler O eco ardil. Por experi\u00eancia pr\u00f3pria \u2014 n\u00e3o me perdoem as alitera\u00e7\u00f5es \u2014, confesso sem nenhum pudor, o livro de 28 poemas (ou 28 ecos ardis) carregados de s\u00edmbolos e perspectivas, me deixou um sabor tatuado no paladar do corpo: amargo necess\u00e1rio; doce na dose certa; salgado ao sol; azedo preciso. Vertigens \u00e0 flor do \u00e2mago, que transbordam dos poros das palavras. Del\u00edrio e deleite \u201cdiante da incompreens\u00e3o deste rutilante enigma (Tempo) que ilude tudo o que \u00e9 vida\u201d.<\/br>\n<\/br>\nDaniel Veras Pinheiro nos carboniza com o seu O eco ardil; talvez incompreendida pelos desavisados, \u201cpois a distinta mat\u00e9ria nunca a compreender\u00e1\u201d. Ou \u201centenda como quiser\u201d. O infinito trafega livremente pelos poemas. A dic\u00e7\u00e3o peculiar na po\u00e9tica de Daniel nos leva a crer que sua poesia \u00e9 materializada atrav\u00e9s de lampejos e surtos brotados de ins\u00f4nias e sonhos, \u201csonhando acordado num avarandado que d\u00e1 para a rua principal\u201d. Terrenos opostos, mas que combinam muito bem quando alimentados \u201cdas reflex\u00f5es profundas\u201d.<\/br>\n<\/br>\nO existencialismo que habita O eco ardil nos mostra com clareza que a vida \u00e9 o instante; o sopro exaustivamente cantado pelo poeta, que nos chega baixinho aos ouvidos, &#8220;Tire li\u00e7\u00f5es da paisagem vista da tua janela&#8221;. Tais palavras nos atingem em eco. Um desautomatizante soco no est\u00f4mago do perceber-se no existir. E o poeta continua com seu canto convertido em aviso pr\u00e9vio, num tom p(r)o(f)\u00e9tico: &#8220;Eu vi claramente a noite se transformar num dia&#8221;. E sem arrodeios, bate o martelo nietzscheano aos olhos cansados dos sempre desavisados: &#8220;O mundo passou diante de teus olhos compenetrados&#8221;. Sentir a exist\u00eancia requer, num sentido gullariano, traduzir-se. O emotivo que impulsiona e move os elementos do mundo, recriando-os ou, profundamente, inventando-os atrav\u00e9s da harm\u00f4nica linguagem que enra\u00edza e propaga os sentimentos e sentidos po\u00e9ticos aos esp\u00edritos sedentos de &#8220;navegar rios distintos&#8221;.<\/br>\n<\/br>\nUm detalhe que considero muito importante em poesia,  mas que muitos poetas n\u00e3o t\u00eam se preocupado, refere-se \u00e0 imagem po\u00e9tica. Percorrendo  a trilha &#8220;errante&#8221; de O eco ardil, observei as belas e instigantes imagens que o livro nos apresenta, a come\u00e7ar pelo t\u00edtulo da obra. A simplicidade, a s\u00edntese e o incisivo que uma imagem apresenta, al\u00e9m de embelezar o que se evoca, carrega em si o movimento da vida. Esse tipo de imagem est\u00e1 presente na po\u00e9tica de Daniel, onde &#8220;invade meu corpo feito gripe&#8221;. Imagens que reproduzem &#8220;o amor urgente pelas coisas mais simples&#8221;  em comunh\u00e3o com &#8220;a complexidade na s\u00edntese da beleza com conte\u00fado&#8221;. Daniel vai mais al\u00e9m ao pintar um cen\u00e1rio ancestral, visto que a imagem, como uma das estiliza\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m exp\u00f5e a individualidade do poeta, quando o mesmo afirma nos poemas \u00c9 Apenas um sopro e Minha visita corrosiva, respectivamente: &#8220;Os tra\u00e7os de fam\u00edlia que carrego h\u00e1 tanto&#8221; e &#8220;Mas do ber\u00e7o entranhado em minhas v\u00edsceras \/ Nunca me esquecerei&#8221;. Esses versos me remetem imediatamente \u00e0s palavras de Noemi Jaffe quando diz que &#8220;N\u00e3o s\u00e3o as palavras que guiam as ideias. S\u00e3o as ideias que guiam as palavras&#8221;. O timbre verbal em O eco ardil \u00e9 um dos instrumentos do poeta aliado ao estranhamento, que considero essencial numa obra po\u00e9tica. Sobre o timbre verbal, como Manuel Bandeira bem disse: &#8220;&#8230; N\u00e3o \u00e9 que o sentido das palavras n\u00e3o importe. Importa; mas n\u00e3o independentemente da sonoridade&#8221;. A instintividade do poeta est\u00e1 expressa em cada gesto-palavra, com \u00eaxito, nesta leg\u00edtima obra art\u00edstica.<\/br>\n<\/br>\nParafraseando Pio Vargas, concluo esta resenha sem finaliz\u00e1-la. Os sil\u00eancios e gritos de O eco ardil me causaram alumbramentos absurdos. Sempre terei algo a dizer e sentir sobre os 28 poemas deste livro \u201cque o divagar dentro de uma viagem vale mais do que qualquer despedida ou chegada\u201d.<\/br>\n\n<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=800%2C800&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-11989 size-full\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=280%2C280&amp;ssl=1 280w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=510%2C510&amp;ssl=1 510w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?resize=100%2C100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i0.wp.com\/caravanagrupoeditorial.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/francisco-gomes.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p>Francisco Gomes vive em Teresina, PI. \u00c9 poeta e m\u00fasico, graduando em Letras \u2013 L\u00edngua portuguesa (Bacharelado). \u00c9 autor dos livros <em>Um outro universo ou tonal<\/em>, <em>O despertar selvagem do azul cavalo domesticado<\/em>, <em>Face a face ao combate de dentro<\/em>, <em>Aos ossos do of\u00edcio o \u00f3cio<\/em> e <em>Poemas cuaze sobre poezias<\/em>. Dedica-se cotidiana e arduamente \u00e0 poesia, num trabalho de pesquisa, leitura, contempla\u00e7\u00e3o e escrita.<\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Quando nossos poetas v\u00e3o cair na vida? 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