Há livros que nos atravessam. Outros, nos costuram. Apareci quando te vi faz as duas coisas. Nesta narrativa de autoficção, a autora mergulha em camadas profundas da existência — o tempo que escorre entre os dedos, os vínculos que permanecem mesmo quando a ausência grita, a ancestralidade como abrigo e espelho. Com uma escrita delicada e firme, entre rompantes de deboche e ternura, ela constrói um castelo simbólico para dividir com sua mãe — uma mulher adoecida no corpo, mas viva no afeto e na memória. É nesse cenário íntimo que mãe e filha firmam um pacto que transcende o visível. Os desamores ganham tom de riso, as dores viram matéria de conversa e a ausência do pai — uma ferida antiga — ecoa sem vitimismos, mas com a força de quem aprendeu a viver com as metades. Apareci quando te vi é sobre reencontro, pertencimento e o milagre de transformar o tempo em poesia.
Cibele Laurentino

Fernanda D’Angelo é jornalista, escritora e modelo. Formada em Hatha Yoga, se intitula uma humanista em prol da paz. Recentemente, ingressou na pós-graduação em neuromarketing pela FMU. Apareci quando te vi é o seu segundo livro de autoficção. O primeiro foi Um olhar sobre minha história. Gosta de estar no mundo da música, da dança, da escrita e da leitura, desde os livros de filosofia, espiritualidade até poesia e romance. Fernanda é um apanhado de coisas que vem colhendo ao longo do seu caminho.



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